Porque é que Miami o deixou sair
No outono de 2017, um grupo liderado pelo investidor Bruce Sherman, com Derek Jeter como rosto da gestão, comprou os Marlins. A ordem foi cortar na massa salarial. O maior contrato pertencia ao melhor jogador, que é a posição incómoda a que qualquer clube em reconstrução acaba por chegar. Trocá-lo resolvia o problema financeiro e custava ao clube a sua principal atração.
Porque é que a cláusula pesou
O contrato de 2014 incluía uma cláusula de não-troca completa: nenhum negócio se fechava sem a assinatura dele. Miami chegou a acordo de princípio com os San Francisco Giants e os St. Louis Cardinals, e Stanton recusou os dois destinos. Fica muitas vezes esquecido que o destino final foi, em boa medida, escolha do jogador.
A 11 de dezembro de 2017 o negócio com os Yankees ficou fechado. Em troca, Miami recebeu o segunda base Starlin Castro e dois jovens jogadores das ligas menores, e Nova Iorque assumiu a maior parte dos salários que faltavam pagar.
O que mudou em Nova Iorque
Juntou-se a uma equipa que tinha acabado de chegar à final da Liga Americana e que já tinha em Aaron Judge outro batedor de potência enorme. Com os dois no mesmo alinhamento, o Yankee Stadium, mais curto à direita, prometia números grandes.
A primeira época correu dentro do esperado, com 38 home runs. Depois vieram as lesões: 2019 e 2020 somaram poucas dezenas de jogos. Stanton foi passando do campo direito para batedor designado, a posição em que passou a maior parte da carreira em Nova Iorque, e voltou a ter peso decisivo nos playoffs de 2024.
Uma cláusula de não-troca transforma um negócio entre dois clubes numa negociação a três.