Porque é que um clube pequeno o fez
Miami não era um clube de grandes gastos, e foi exatamente por isso que o negócio aconteceu. Tinha uma jovem estrela a dois anos do mercado livre e nenhuma hipótese realista de competir mais tarde com mercados maiores. Assinar cedo e por muitos anos era a única forma de o manter, e é a duração que torna o valor anual comportável.
Stanton vinha de uma época de 37 home runs — terminada em setembro de 2014 com uma bola no rosto que lhe partiu vários ossos da face. Assinou dois meses depois.
Como estava estruturado
A estrutura conta tanto como o total. Os primeiros anos pagavam pouco (nos dois primeiros, menos de dez milhões por época) e o grosso do dinheiro ficava para depois de 2018. Isso aliviava as contas imediatas de Miami e empurrava o problema para o futuro.
O acordo dava ao jogador uma cláusula de saída depois da época de 2020: podia abandonar os anos restantes e voltar ao mercado. Não a usou. Há ainda uma opção do clube para 2028. Quando os Yankees o receberam em 2017, os Marlins ficaram responsáveis por 30 milhões do valor em dívida, quantia que deixaria de ser devida se Stanton tivesse usado a cláusula de saída.
O que um acordo assim provoca
Um contrato desta duração sobrevive ao plano com que foi assinado. A estrutura acionista de Miami mudou, o plantel foi reconstruído à volta dele e o clube acabou por decidir que o dinheiro tinha melhor destino. Isso descreve o que significam treze anos; não é um defeito do papel.
Para o jogador fez o que devia fazer: retirou-lhe o risco de uma lesão lhe custar os ganhos de uma carreira, e as lesões vieram. Para o clube comprou várias das melhores épocas dele, incluindo a de 2017, antes de a conta superar o retorno.